COMITÊ DE DEFESA DA REVOLUÇÃO CUBANA - INTERNACIONALISTA O CDR-I é uma entidade de apoio e defesa da Revolução Cubana e do Socialismo, atuando em diversas cidades, como Vitória, Belém, Goiânia... Qualquer pessoa pode participar das atividades do CDR-I, independentemente de idade, grau de instrução, partido político, religião etc. O único requisito para participar do CDR-I é defender a Revolução Cubana e o Socialismo. (Site nacional: http://cdribrasil.sites.uol.com.br/)

10.27.2006

Manifesto de Solidariedade ao Povo Cubano

O Comitê de Defesa da Revolução Cubana – Internacionalista do Espírito Santo, Brasil, junto às entidades e pessoas abaixo relacionadas, manifesta sua mais total e irrestrita solidariedade a Cuba e ao Povo Cubano. Somos solidários às conquistas obtidas por esse bravo e heróico povo, que sofre cotidianamente as agruras de um impiedoso e cruel embargo econômico patrocinado pelos Estados Unidos, como tentativa de quebrantar a certeza socialista que existe na alma e vida dos cubanos e cubanas.

A situação de saúde do presidente Fidel Castro tem sido usada como pretexto para uma tentativa de se fazer acreditar no fim do socialismo em Cuba. Enganam-se a imprensa internacional e o governo estadunidense. O povo cubando não permitirá o retorno do país à condição subalterna de bordel e paraíso das máfias instaladas nos Estados Unidos.O povo cubano também se prepara para evitar que suas imensas conquistas sociais sejam dizimadas pela sanha imperialista que alimenta Washington e que tem impingido fome, sofrimento e morte a vários outros povos no planeta.

SOMOS SOLIDÁRIOS A CUBA E AO POVO CUBANO PORQUE

  • Porque consideramos, por princípio e ideologia, o socialismo como o melhor e único sistema capaz de atender às necessidades básicas de toda a população e às condições necessárias para o desenvolvimento da capacidade plena de cada ser humano;
  • Porque o caminho dos povos da América Latina tem uma mesma origem e uma mesma direção. Fomos todos colonizados pela exploração com a mesma função, subalterna e determinada pelo interesse do capital internacional, mas podemos e devemos nos juntar nessa tarefa de construção de uma alternativa a partir de nossas próprias necessidades e potencial;
  • Porque nossa base cultural comum, que permite à identidade latina continuar sempre se renovando e diversificando, tem em Cuba uma fonte de inspiração para a articulação e construção de um sistema adequado à mentalidade e cultura do povo latino americano;
  • Porque temos nos heróis cubanos René González Sehwerert, Ramon Libañino Salazar, Antonio Guerrero Rodríguez, Geraldo Hernández Nordelo e Fernando González Llort, prisioneiros há oito anos quando lutavam pelo nosso sonho na própria trincheira do inimigo, um exemplo de patriotismo e de luta pela construção do socialismo;
  • Porque queremos que Cuba continue a avançar e não retroceda à condição de quintal dos Estados Unidos: que não volte mais a ser local de deleite barato para os norte-americanos, que não se torne paraíso fiscal, que não sofra as conseqüências virulentas do narcotráfico, que não volte a conhecer a fome, a violência urbana, nem seja espoliada de suas riquezas naturais;
  • Porque reconhecemos as experiências cubanas como referência para a promoção do desenvolvimento social e igualitário, experiências que nos mostram a possibilidade real de garantir saúde e educação de qualidade para todos, a possibilidade efetiva de colocar a tecnologia e o aparato do Estado a serviço desses ideais, e não mais em benefício das classes abastadas;
  • Porque Cuba é um país em que o governo soube fazer a educação pública, gratuita e de qualidade para todos, sem qualquer exceção. Cuba tornou-se uma sociedade cujo vigor se encontra em seu próprio povo. Povo esse que, como todos nós, constitui a América Latina em busca de sua própria autonomia;
  • Porque somos socialistas, e somos socialistas porque somos uma enorme massa que sabe, vê e sente a enorme e inexorável desigualdade e exclusão social produzida pelo sistema capitalista.
Ao manifestarmos nossa solidariedade a Cuba e ao Povo Cubano, tornamos também público o nosso repúdio à forma como a maior parte da imprensa, os Estados Unidos e seus lacaios têm tratado a questão da saúde do presidente Fidel Castro. E afirmamos nossa convicção de que o Povo Cubano, ainda que pranteie seu grande líder, não abrirá mão das conquistas sociais e não aceitará sucumbir à barbárie capitalista que os estadunidenses querem impor ao país.

CDR-I / ES
Outubro de 2006

Subscrevem este manifesto
  • Sindicato dos trabalhadores dos Estabelecimentos Bancários do Espirito Santo
  • Central Única dos trabalhadores do Espírito Santo - CUT/ES
  • Sintracical
  • Sindicato do Mármore
  • SISPMC (Servidores Municipais Colatina/ES)
  • Sindicato Comerciários
  • Sindijornalistas/ES
  • Sindilimpe-ES
  • Sindiupes
  • Sintraconst/ES
  • Sindibancários
  • Sindimetal/ES
  • Sindprev/ES
  • MNLM
  • DCE/UFES
  • Contraponto (Movimento Estudantil)
  • Movimento dos Trabalhadores Sem Terra
  • Instituto ELIMU
  • Mestrado em Políticas Sociais da UFES
  • Brice Bragatto (Deputada Estadual PSOL/ES)
  • Iriny Lopes - Deputada Federal (PT/ES)